sábado, 16 de maio de 2009

Ronaldo Pisa na Bola e Faz Comentário Racista. Ninguém é Perfeito!



Mesmo não eu não sendo corintiano e sim um vascaíno de coração tenho torcido muito pelo o retorno do Fenômeno Ronaldo, visto que eu já havia publicado nesse espaço dois artigos dedicados a ele, desde a sua contratação: “Uma Jogada de Marketing Fenomenal” em 15/01/09 e outra quando do seu primeiro gol defendendo as cores do clube que apostou nele, mais do que ele no clube” Ronaldo. O Fenômeno, O Fênix” em 09/03/09.

Tenho e sempre tive uma grande admiração pelo craque e pela pessoa do Ronaldo Nazário de Lima, brasileiro nascido no bairro do subúrbio carioca Bento Ribeiro, que tem demonstrado ao mundo o seu poder de superação.
Por mais que eu o admire não posso deixar de fazer uma crítica contundente, por ocasião de sua entrevista concedida a folha de São Paulo nesta sexta-feira 15/05 onde o mesmo, ao se referir ao filho Ronald que reside com a mãe na Espanha, demonstrou um racismo desnecessário com relação ao país que o consagrou, o nosso Brasil.

Ao declarar que tanto ele como a sua ex-esposa Milena Domingues prefiram que o Ronald tenha uma educação europeia e que quando o garoto vem aqui de visita, notam a diferença dos meninos “brasileiros” da sua idade que falam palavrões e são malandros, e que o seu filho já é quase um europeu e por isso ele prefere que o mesmo tenha amiguinhos europeus, é demais.

"Ele [Ronald] é uma criança doce, que não fala palavrão, é educado. É praticamente um europeu", disse o jogador, que logo em seguida ouviu alguém na plateia gritar: "É brasileiro".

Diante de tal afirmação, o âncora da folha o Jornalista Clóvis Rossi resolveu interromper o “fenômeno” e com muita diplomacia parecendo não querer contrariá-lo, por ser o único jornalista do encontro com coragem de perguntar se aquela declaração não poderia ser considerada racista, o que o Ronaldo reafirmou que essa diferença é uma realidade.
Os outros jornalistas: Juca Kfoury que parecia deslumbrado com a presença do craque, Xico Sá e Mônica Bergamo essa, que fez algumas perguntas mais ousadas da entrevista, resolveram se manter neutros, talvez pra não polemizar, mesmo porque era uma entrevista e não um debate.

“Mas francamente Ronaldo, deixe de tanta besteira, nem parece que você foi criado no subúrbio, e foi revelado no time do São Cristóvão, naquele campinho que mais parecia uma várzea mesmo, campo esse, que você deveria voltar lá e beijá-lo porque foi dali que você foi lançado para o Cruzeiro e de lá para o mundo”.

Se o Ronaldo tivesse falado de violência eu ainda poderia entender, mas de resto é tudo bobagem, porque ele mesmo é bom exemplo de sucesso como jogador e ser humano e não nasceu na Europa.

Quem foi que disse que só pelo fato de ser europeu não se fala palavrão, não se droga, não se mata coleguinhas em escolas de elevado padrão?
Tanto na Europa, como nos estados Estados Unidos, onde nos últimos dez anos foram mais de 100 pessoas mortas nessas verdadeiras chacinas segundo ultimo levantamento de vários órgãos internacionais.

Alem de outras dezenas de crimes praticados por filhos de pais abastados “Europeus” Ronaldo, e não foram seus vizinhos de Bento Ribeiro que frequentaram as escolas publicas como você, os responsáveis por tanta carnificina como vemos nos noticiários.

O Ronald, por mais que o pai queira vê-lo como um “quase europeu”, será sempre um estrangeiro em terras alheias como os europeus costumam descriminar, tenha dinheiro ou não, filho de um fenômeno ou não, nunca vai passar de um estrangeiro enquanto que aqui na terrinha será sempre um dos nossos, nascidos na Barra da Tijuca, Realengo ou Cherem, Alphaville, Itaquera ou em Paraisópolis, será sempre um brasileiro como foi o grande Airton Senna que nunca se envergonhou de sê-lo, mesmo sendo cidadão amado pelo mundo inteiro.

Educação quem dá são os pais que na sua grande maioria tenta nos ensinar o melhor caminho para alcançar os nossos objetivos e nos manter na trilha do bem.

O Brasil espera que o Ronaldo dê bons exemplos aos seus filhos e como bem sabe mirar no gol saiba também enxergar a diferença entre um homem e uma mulher, independente do país, raça ou posição social a que pertença seja europeu ou não e tome cuidado para não se equivocar mais uma vez...



Edigarde Rodrigues

Um comentário:

Turma do Zé Guela disse...

Ouvindo essa pataquada do Ronaldinho querendo se justificar com relação ao filho ser educado lá fora só me resta colocar algumas interrogações : Um cara que é pego com 3 travecos na porta de um Motel e o caso da até delegacia eu só posso achar que : O Ronaldinho está querendo esconder do filho a realidade ? Com essa eu faço a seguinte pergunta : Se o Ronaldinho não fosse jogador de futebol o que você acha que ele seria ? Pô eu que faço humor infelizmente não poderia deixar de dar meu pitaco nessa do Ronaldinho que virou piada na boca do povo . O que ele tem é uma sorte do carvalho !